quarta-feira, 27 de abril de 2011

BASES MOLECULARES PARA ABSORÇÃO DE FERRO

Queridos colegas do curso de Biomedicina da Leão Sampaio,

Não há conflito. Mas temos que falar do mesmo ponto.
Veja, estamos falando do enterócito, certo? certo, então!
Agora, estamos falando do domínio apical (voltado para o lumen do intestino) do enterócito, certo?
Se certo, vamos trabalhar com a regulação do lúmen para o interior do enterócito, e aí entram os receptores e proteínas transportadoras e sua regulação, ok?
Portanto, vamos falar de "proteínas codificadas por genes regulados por elementos responsivos ao ferro - iron responsive elements) e assim,

acesse:http://serv-bib.fcfar.unesp.br/seer/index.php/alimentos/article/viewFile/483/449

A absorção do ferro não heme através da membrana apical do enterócito é mediada por um transportador
identificado como transportador de cátion ou metal divalente (Nramp2/DCT1/DMT-1)
...
O segundo mecanismo é baseado no nível de ferro dos estoques do organismo, (regulação pelos stoques). A regulação pelos estoques pode aumentar a absorção de ferro em duas ou três vezes em condições de deficiência de ferro. Aparentemente, a absorção do ferro disponível na dieta é indiretamente influenciada pela saturação da transferrina no plasma.
....
Frazer & Anderson propuseram que a hepcidina (Liver-Expressed Antimicrobial Peptide (Human)LEAP-1/ Hepcidina), um peptídeo de 20 a 25 resíduos de aminoácidos, isolado inicialmente da urina e sangue humano, mas com expressão predominante no fígado e dependente da ligação de ferro aos IRE, seja o sinal solúvel
que modula a expressão dos transportadores de ferro nos enterócitos. A hepcidina interage com o transportador de ferro da membrana basolateral dos enterócitos da cripta intestinal, promovendo eventos intracelulares que regulam a expressão do transportador de ferro (DMT-1) na membrana dos enterócitos, dependendo do grau de deficiência de ferro.
A homeostase do ferro seria regulada pela expressão de hepcidina no fígado, em resposta a mudanças na quantidade de transferrina diférrica circulante, detectada pelo receptor para transferrina 1 e 2 e pelo complexo HFE/receptor para transferrina. A deficiência de hepcidina causa sobrecarga de ferro enquanto que a superexpressão causa deficiência de ferro.


.
Perfeito, assim, verifiquem que falávamos de mecanismos diversos de controle da concentração de Ferro.
.
Bem, é por esta fonte, vale ressaltar que os autores destacaram o mecanismo de hepcidina associado a condições de deficiência de ferro. Então, ponto para a Hematologia.
Lembrem-se não há uma discussão de quem está com razão, estamos todos em contínuo processo de aprendizagem.
.
Hepcidin is a peptide hormone that regulates iron homeostasis and acts as an
antimicrobial peptide. It is expressed and secreted by a variety of cell types
inresponse to iron loading and inflammation. Hepcidin mediates iron homeostasis
by binding to the iron exporter ferroportin, inducing its internalization and
degradation via activation of the protein kinase Jak2 and the subsequent
phosphorylation of ferroportin.
 
Maliken BD, Nelson JE, Kowdley KV. 
The hepcidin circuits act: Balancing iron and inflammation.
Hepatology. 2011 May;53(5):1764-6.


Hepcidin is synthesized in hepatocytes, secreted from hepatocytes, and excreted through the kidneys.(43,47) Hepcidin in its mature form is a 25-amino acid-peptide, hepcidin-25.(47) Hepcidin-25 binds with ferroportin and both are broken down in lysosomes by endocytosis.(46,48) Hepcidin-25 expression decreases and ferroportin iron export is promoted, when the body requires more serum iron, such as iron deficiency, hypoxia, and pregnancy.(47,4950) However, in iron deficiency anemia in states of chronic inflammation, the supply of iron to the blood is inhibited by the reduced ferroportin function. It is thought that the inflammatory cytokine, interleukin-6 (IL-6), induces the expression of hepcidin-25 in hepatocytes, resulting in decreased ferroportin.(49,51) And when serum iron is not needed, hepcidin-25 expression increases and ferroportin is broken down, restricting the supply of iron.(47,49)

J Clin Biochem Nutr. 2011 Mar;48(2):103-6. Epub 2011 Feb 26.

Iron regulation by hepatocytes and free radicals.


ENFIM,
MAIS UM PONTO PARA A HEMATOLOGIA.
Resumindo,

A hepcidina regula a absorção, mas o primeiro passo é a regulação para dentro do enterócito, assim, é uma etapa independente de hepcidina. MAS NA PORÇÃO APICAL (e não basolateral) DO ENTERÓCITO.
.
Na porção basolateral, a regulação envolve a HEPCIDINA (ponto para a PATOLOGIA).
.

quinta-feira, 21 de abril de 2011

USO DE ALBUMINA E RISCO DE MORTALIDADE

Sao Paulo Med J. 2010;128(5):289-95.

Use of albumin as a risk factor for hospital mortality among burn patients in
Brazil: non-concurrent cohort study.

Caleman G, Morais JF, Puga ME, Riera R, Atallah AN.

Faculdade de Medicina de Marília, Marília, São Paulo, Brazil.

CONTEXT AND OBJECTIVE: among burn patients, it is common to use colloidal
substances under the justification that it is necessary to correct the oncotic
pressure of the plasma, thereby reducing the edema in the burnt area and the
hypotension. The aim here was to assess the risk of hospital mortality, comparing
the use of albumin and crystalloid solutions for these patients.
DESIGN AND SETTING: non-concurrent historical cohort study at Faculdade de
Medicina de Marília; within the Postgraduate program on Internal and Therapeutic
Medicine, Universidade Federal de São Paulo; and at the Brazilian Cochrane
Center.
METHODS: burn patients hospitalized between 2000 and 2001, with registration in
the Hospital Information System, who received albumin, were compared with those
who received other types of volume replacement. The primary outcome was the
hospital mortality rate. The data were collected from files within the Datasus
software.
RESULTS: 39,684 patients were included: 24,116 patients with moderate burns and
15,566 patients with major burns. Among the men treated with albumin, the odds
ratio for the risk of death was 20.58 (95% confidence interval, CI: 11.28-37.54)
for moderate burns and 6.24 (CI 5.22-7.45) for major burns. Among the women, this
risk was 40.97 for moderate burns (CI 21.71-77.30) and 7.35 for major burns (CI
5.99-9.01). The strength of the association between the use of albumin and the
risk of death was maintained for the other characteristics studied, with
statistical significance.
CONCLUSION: the use of albumin among patients with moderate and major burns was
associated with considerably increased mortality.

quinta-feira, 31 de março de 2011

hipoalbuminemia

Uma busca no Google por
Hipoalbuminemia tratamento
é reveladora sobre o uso da albumina como líquido de reposição em diversas situações
www4.anvisa.gov.br/base/visadoc/CP/CP%5B5865-2-0%5D.PDF

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

PNEUMONIA
Conceito - Doença do trato respiratório resultante de infecção no parênquima pulmonar.
Etiologia - pode ser provocada por vários agentes etiológicos, como bactérias, Vírus e fungos, mas principalmente por bactérias. Podem atingir os pulmões através da via sangüínea ou do ar inalado.
Patogênese - A pneumonia pode ocorrer sempre que os mecanismos de defesa do organismo estiverem deficientes ou sempre que a resistência geral do hospedeiro estiver reduzida, os bronquíolos respiratórios e os alvéolos são preenchidos por exsudato inflamatório. Em resumo a infecção pulmonar acontece quando as defesas do organismo são incapazes de impedir a colonização e proliferação de microorganismos, que ocorre quando há: a) redução da capacidade fagocitária dos macrófagos alveolares; b) imunodeficiência de qualquer natureza; c) acúmulo de secreções na arvore respiratória; d) perda do reflexo de tosse; e) lesão do sistema mucociliar e f) congestão e edema pulmonares.
Alterações Morfológicas - Para entendermos as alterações morfológicas seguimos a classificação do Bogliolo que classifica as pneumonias em pneumonia lobar, broncopneumonia e pneumonia intersticial.
Na pneumonia lobar, Microscópicas - o lobo atingido consolida-se de forma homogênea pela substituição do ar dos alvéolos e sacos alveolares por exsudação inflamatória, enquanto as vias aéreas maiores permanecem permeáveis. Se não tratada evolui em quatro fases: inicial ou de congestão, em que há congestão intensa dos capilares septais e edema, poucos neutrófilos e numerosos bactérias nos alvéolos. Microscópicas - Hepatização vermelha (o lobo adquire consistência firme e semelhante a do fígado), quando os alvéolos ficam cheios de exsudato inflamatório, fibrina e bactérias. Hepatização cinzenta, em que aumento dos leucócitos e fibrina nos alvéolos e diminuição da congestão e desaparecimento das bactérias. Resolução, quando há lise da fibrina e redução progressiva do exsudato, permitindo a penetração de ar nos alvéolos. Na pneumonia lobar não há destruição das paredes alveolares. Na broncopneumonia, Microscópicas - há um processo caracterizado por focos múltiplos, às vezes bilaterais, de inflamação do parênquima pulmonar; em alguns casos os focos são confluentes e podem comprometer grande parte do pulmão. Microscopicamente - encontra-se exsuda purulento na luz dos alvéolos e bronquíolos acompanhado de edema e destruição da parede dessas estruturas. Na pneumonia intersticial, o acometimento pode ser zonal ou difuso, as vezes bilateral, Macroscopicamente - o quadro é pouco característico. Podendo haver apenas congestão. Ao microscópio - o achado dominante é inflamação nitidamente intersticial, em que os septos alveolares tornam-se alargados por edema e infiltrado de mononucleares. Nas viroses são vistas necrose do epitélio alveolar e bronquiolar células gigantes e inclusões características.
Alterações Funcionais - comprometimento a função de troca gasosa e insuficiência
respiratória. Degeneração (ausente); Oncose (presente como um dos fatores primários - Broncopneumonia e pneumonia intersticial); Necrose (Pneumonia lobar - ausente; presente mas secundário na Broncopneumonia e pneumonia intersticial 4); Inflamação (fator dominante ); Reparo (Pneumonia lobar - forte presença do fenômeno); Distúrbios hemodinâmicos (forte presença do fenômeno); Neoplasias (ausente).

Edmilson N Cardoso – Biomedicina – Leão Sampaio


CARCINOMA INVASOR DO COLO UTERINO
Conceito - Neoplasia maligna, que corresponde ao estagio II do estadiamento do carcinoma do colo uterino, segundo a Federação Internacional de Ginecologia e Obstetrícia.
Etiologia - Doença sexualmente transmissível. Agente transmissor o HPV - alto risco. Mais freqüente em mulheres de baixo nível sócio-econômico, além disso o câncer é mais comum em mulheres que tem múltiplos parceiros, naquelas com inicio precoce da vida sexual.
Patogenese - Os dados experimentais mostram que as proteínas dos genes (E6 e E7) dos HPVs de alto podem interromper o ciclo celular ao se ligarem a proteína RB (proteína reguladora do ciclo celuar) com conseqüente aumento do número de receptores das proteínas Ciclina E (E7) e p161NK4; podem interromper o processo de morte celular ao se ligarem a proteína p53 (proteína responsável pela parada do ciclo celular e apoptose em resposta a lesão do DNA) (E6). A perda do controle normal do ciclo celular é fundamental para a transformação maligna e que pelo menos um dos quatro reguladores-chave do ciclo celular (p161NK4a, Ciclina D, CDK4, RB) esteja desregulado na maioria dos tumores humanos.
Alterações Morfológicas - O carcinoma invasivo do colo do útero manifesta-se de três formas: Macroscópicas - como câncer vegetativo (ou exofítico), que se projeta na luz da vagina; como ulcerativo, lesão úlcero-infiltrativo, agressiva geralmente associada a hemorragia, e como endofítico, de crescimento infiltrativo, acometendo inicialmente o canal endocarvical. A variante mais comum é o tumor vegetante, o qual produz uma massa incontestavelmente neoplásica, que quando evidente a olho nu projeta-se sobre a mucosa circundante. O carcinoma cervical avançado propaga-se por disseminação direta e invade todas as estruturas contíguas, que incluem o peritônio, a bexiga, os ureteres, o reto e a vagina. Microscópicas - Os linfonodos locais e os distantes também são afetados. Dá origem a metástases no fígado, nos pulmões, na medula óssea e em outras estruturas.
Alterações Funcionais - Comprometimento da vida sexual do portador e seu cônjuge.
Degeneração (ausente); Oncose (presente como um dos fatores primários); Calcificação (ausente); Inflamação (ausente); Reparo (ausente); Distúrbios hemodinâmicos (presente como um dos fatores primários); Alterações do crescimento ou da diferenciação celular (forte presença do fenômeno); Neoplasia ( fator dominante).

Edmilson N Cardoso – Biomedicina – Leão Sampaio


FENÔMENO DE RAYNAUD
Conceito - O fenômeno de Raynaud é caracterizado por uma palidez ou cianose
paroxísmica dos dedos das mãos ou dos pés. Caracteristicamente os dedos mudam
de cor seguindo uma seqüência branco-azul-vermelho.
Etiologia - A prevalência na população geral é de aproximadamente 3 a 5%; a
idade média dos indivíduos atingidos é de 14 anos. Um quarto dos pacientes possui
historia familiar de fenômeno de Raynaud em parentes de primeiro grau, portanto
tem etiologia genética.
Patogenese - O fenômeno acontece em decorrência da vasoconstricção nas
artérias digitais, arteríolas pré-capilares e shunts arteriovenosos cutâneos. Reflete
um exagero das respostas vasomotoras normais centrais ou locais ao frio ou a
emoções. O curso do fenômeno de Raynaud é geralmente benigno, mas casos de
longa data podem apresentar atrofia da pele, de tecidos subcutâneos e musculares.
Alterações Morfológicas - Microscópicas - Alterações estruturais nas paredes arteriais estão ausentes, exceto numa fase tardia da evolução, quando o espessamento da intima pode surgir. Macroscópicas - a palidez bastante acentuada das porções distais dos quirodáctidos é resultante da oclusão das artérias digitais.
Alterações Funcionais – Se o fenômeno for secundário, poderá haver gangrena, necrose, podendo haver então prejuízo para as atividades rotineiras.
Degeneração (ausente); Oncose (ausente); Calcificação (ausente); Inflamação (ausente); Reparo (presente como um dos fatores primários); Distúrbios hemodinâmicos ( fator dominante); Alterações do crescimento ou da diferenciação celular (ausente); Neoplasia (ausente).

Edmilson N Cardoso – Biomedicina – Leão Sampaio

DERMATITE HERPETIFORME
Conceito - Doença eritematosa de pele.
Etiologia - Homens tendem a ser afetados mais freqüentemente que as mulheres e a idade de início é geralmente na terceira e quarta décadas. Patogenese - Esta doença resulta da formação de anticorpos contra a gliadina, uma proteína encontrada na fração glúten do trigo. Pacientes com dermatite hepertiforme podem desenvolver anticorpos das classes IgA e IgG contra gliadina e reticulina, componentes das fibrilas de ancoragem que fixam a membrana basal epidérmica à derme superficial. Além disso, indivíduos com certos tipos de histocompatibilidade (HLA-B8 EHLA-DRw3) são particularmente inclinados a esta doença.
Alterações Morfológicas Macroscópicas - Esta doença é caracterizada por pápulas, vesículas e ocasionalmente bolhas sobre uma base eritematosa freqüentemente urticarial. As lesões clinicas consistem em bolhas eritematosas intactas e erosadas que são freqüentemente agrupadas.
Alterações Morfológicas Microscópicas - As lesões recentes de dermatite herpertiforme são histologicamente características, Fibrina e neutrófilos acumulam-se seletivamente no topo das papilas dérmicas, formando microabcessos. As células basais sobre estes microabcessos mostram vacuolização, e zonas diminutas de separações dermoepidérmicas (bolhas microscópicas) podem ocorrer no topos das papilas envolvidas. Através da imunofluorescência direta, a dermatite herpertiforme mostra depósitos de IgA seletivamente localizados no topo da derme papilar, onde eles são depositados nas fibrinas de ancoragem. Na derme superior, há moderado infiltrado inflamatório de mononucleares perivascular, com grande número de neutrófilos, poeira nuclear e alguns eosinófilos. Os capilares mostram edema endotelial, mas sem sinais de vasculite.
Alterações Funcionais - Elas caracteristicamente ocorrem de forma bilateral e simetricamente, envolvendo preferencialmente as superfícies extensoras, cotovelos, joelhos, parte superior do dorso e glúteo.
Degeneração (presente como um dos fatores primários); Oncose (ausente); Calcificação (ausente); Inflamação (forte presença do fenômeno); Reparo (presente como um dos fatores primários); Distúrbios hemodinâmicos (fator dominante); Alterações do crescimento ou da diferenciação celular (ausente); Neoplasia (ausente).

Edmilson N Cardoso – Biomedicina – Leão Sampaio

DOENÇA DE KAWASAKI (SINDROME DO LINFONODO MUCOCUTÂNEO
Conceito - é uma artrite que freqüentemente envolve as artérias coronárias. Etiologia - Trata-se de uma afecçào sistêmica, febril, cosmopolita e supostamente ligada a um agente infeccioso que penetra pelas vias aéreas. Afeta quase exclusivamente crianças.
Patogenese - Há evidencias de que a vasculite resulta de uma reação imune caracterizada pela ativação das células T e macrófagos induzida por um antígeno desconhecido, havendo secreção de citocinas, hiperatividade policlonal de células B e formação de auto-anticorpos contra células endoteliais e células musculares lisas, o que resulta em vasculite aguda.
Alterações Morfológicas Macroscópicas - Vasculite nas artérias coronarianas, ectasia arterial coronariana ou formação de aneurismas, possível até a formação de aneurismas gigantes das artérias coronárias, com ruptura ou trombose. Doença aguda que se manifesta por febre, erosão e eritema conjutival, e oral, edema nas mãos e pés, eritema das palmas e solas., exantema cutâneo com descamação freqüente e linfonodomegalia.
Alterações Morfológicas Microscópicas - Na fase aguda encontram-se vasculite e perivasculite de pequenas artérias, arteríolas, capilares e vênulas, com infiltrado de mono e polimorfonucleares em toda espessura da parede.
Alterações Funcionais - A obstrução das coronárias pode causar infarto do miocárdio.
Degeneração (ausente); Oncose (presente mas secundário); Calcificação (ausente); Inflamação (forte presença do fenômeno); Reparo (presente mas secundário); Distúrbios hemodinâmicos (fator dominante); Alterações do crescimento ou da diferenciação celular (ausente); Neoplasia (ausente).
Edmilson N Cardoso – Biomedicina – Leão Sampaio

terça-feira, 12 de outubro de 2010

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Quem realmente é a favor da CENSURA?

Não se engane!
Tem gente que fala de censura... ditadura branca.... e outras coisas....
mas na hora da ação, quem é que realmente pratica a censura?
Informe-se.... e saiba.... não repita bobagens.

Quem realmente ´~e

terça-feira, 5 de outubro de 2010

PIGuite Crônica Necrosante




Por
Flávio Furtado de Farias

Colicistite

Conceito: É o processo inflamatório da vesícula biliar em geral devido à obstrução das vias biliares por cálculo.Podendo ser aguda ou cronica.

Etiologia: Esta relacionada na macirurgia maioria das vezes ao estado pós operatório, após grande cirurgia não biliar, traumas graves (acidentes de vesiculas), queimaduras graves, falência de orgãos múltiplos.

Patogênese: Resulta da irritação quimica e inflamação biliar obstruida. Os fatores que contribuem são : desidratação e ultiplas transfusões de sangue levando a uma carga de pigmentação; acumulo de microcristais de colesterol (lama biliar)sele viscosa e muco da vesicula causando obstrução do ducto cistico.

Alterações Morfológicas:

Alterações Funcionais: A forma aguda se manifesta através de cólicas abdominais, com náuseas e vômitos, associadas a febre. Muitas vezes o quadro clínico é bastante inocente apesar de existir complicação como infecção (empiema ou pus), perfuração ou mesmo gangrena. Na forma crônica há episódios de dores abdominais, às vezes inexpressivos.
Postado por: Daniele alves

ENCEFALITE VIRAL POR HSV-1

Conceito: É uma infecção parenquimatosa do cérebro, quase invariavelmente associada com inflamação meníngea e as vezes com comprometimento simultâneo da medula.

Etiologia: infecção viral por HSV-1.

Patogênese: A infecção é necrosante e com frequência hemorrágica nas regiões mais severamente comprometidas.

Alterações macroscópicas: Áreas de necrose e hemorragia onde o comprometimento é mais severo.

Alterações microscópicas: Infiltrados inflamatórios perivasculares estão usualmente presentes, e os corpos de inclusão virais intranucleares do tipo Cowdry A podem ser encontrados tanto nos neurônios quanto na glia.

Alterações funcionais: Nos pacientes com evolução lenta há um comprometimento mais difuso de cérebro. Em alguns segue a evolução subaguda com manifestações clinicas de fraqueza, letargia, ataxia,e convulsões que evoluem durante um período mais protraído de quatro a seis semanas. Os sintomas clínicos mais presentes são alterações de humor, na memória e no comportamento.

Degeneração: Ausente
Oncose/Apoptose: Fator secundário
Reparo: Ausente
Pigmentação: Ausente
Distúrbios Hemodinâmicos: Pouco observado
Alteração do crescimento e diferenciação celular: Fator primário
Neoplasias: Ausente
Calcificação: Ausente
Inflamação: Fator determinante

Postado por: André Pinheiro

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Tumores Mucinosos do Ovário

Conceito: diferidos essencialmente dos tumores serosos, no fato de o epitélio consistir em células secretoras de mucina semelhante àquelas da mucosa endocervical.

Etiologia: As lesões benignas são geralmente encontradas entre as idades de 30 a 40 anos , já os malignos são encontrados de 45 a 65 anos.

Alterações Morfológicas Macroscópicas: Eles podem ser indistinguíveis dos tumores serosos, exceto pela naturaza mucinosa do conteúdo cístico.

Alterações Morfológicas Microscópicas: Histologicamente, os tumores mucinosos são classificados de acordo com o caráter das células epiteliais produtoras de mucina. Os dois primeiros que nem sempre são distinguíveis, incluem os tumores com epitélio do tipo endocervical e intestinal. O terceiro tipo é o cistadenoma mucinoso mulleriano, que esta, tipicamente associado a um cisto endometriótico.

Alterações da Função: Não descrita.

Degeneração: Ausente.

Necrose/Apoptose: Presente como fator dominante.

Pigmentação: Ausente.

Calcificação: Ausente.

Inflamação: Presente como fator relevante.

Disturbios Hemodinâmicos: Presente.

Reparo: Ausente.

Neoplasia: Ausente.

By: Lygia Cláudia Biomedicina 100.5

Doença Valvular Reumática

Conceito: É uma doença inflamatória multisistêmica. E se associa a inflamação das válvulas , do miocárdio e do pericárdio.

Etiologia: A cardiopatia reumática aguda é a manifestação cardíaca da febre Reumática.

Alterações Morfológicas Macroscópicas: Formação de Nódulos, as principais alterações anatômicas da valva mitral (ou tricúspide) incluem o espaçamento dos folhetos, a fusão comissural e seu encurtamento, o espessamento e a fusão das cordas tendíneas. As deformidades valvulares crônicas são as conseqüências mais importantes da CR.

Alterações Morfológicas Microscópicas: existe uma neovascularização, comfibrose difusa que oblitera a arquitetura normal dos folhetos.

Alterações da Função: Estenose valvular e a regurgitação.

Degeneração: Ausente.

Necrose/Apoptose: Presente.

Pigmentação: Ausente.

Calcificação: Ausente.

Inflamação: Presente como fator relevante.

Disturbios Hemodinâmicos: Presente.

Reparo: Presente.

Neoplasia: Presente.

By: Lygia Cláudia Biomedicina 100.5

Síndrome da Polipose Adenomatosa Familiar.

Conceito: É causada por mutações no gene da polipose adenomatosa do colón localizada no cromossomo 5q21

Etiologia: Na Polipose Adenomatosa Familiar os pólipos aparecem pelos 16 anos de idade e, se não for removido o cólon ( a colectomia profilática faz-se pelos 18 - 20 anos ) o cancro aparece pelos 50 anos.

Patogênese: A PAF se manifesta pela presença de numerosos pólipos adenomatosos em todo trato gastrointestinal, principalmente o cólon. Estes pólipos podem estar presentes vários anos antes do aparecimento dos sintomas, fato que ratifica a importâncias de investigação precoce dos familiares de pacientes acometidos pela doença. Estudos têm afirmado a existências de pólipos por pelo menos uma década antes do aparecimento dos sintomas1. Estes pólipos progridem para câncer colorretal até 35-40 anos se não tratados adequadamente.

Alterações Morfológicas Macroscópicas: Formação de um número de pólipos no intestino grosso, no geral, mil ou mais.

Alterações Morfológicas Microscópicas: Não descritas.

Alterações da Função: Má absorção intestinal.

Degeneração: Ausente.

Necrose/Apoptose: Ausente.

Pigmentação: Ausente.

Calcificação: Presente.

Inflamação: Presente como fator relevante.

Disturbios Hemodinâmicos: Presente.

Reparo: Ausente.

Neoplasia: Presente.


By: Lygia Cláudia Biomedicina 100.5

MIOCARDITE

MIOCARDITE: É uma inflamação do miocárdio,a camada muscular

grossa da parede do coação.

Quando a miocardite for bastante severa, a ação de bombeamento do coração enfraquece e o coração não pode prover para o resto do corpo sangue rico em oxigênio. Coágulos podem se formar no coração também, potencialmente conduzindo a um derrame (AVC) ou ataque cardíaco.

A miocardite pode se desenvolver como uma complicação de uma doença infecciosa, normalmente causada por um vírus. Pode acontecer em pessoas de todas as idades e é diagnosticada com mais freqüência em homens que em mulheres. O tratamento de miocardite depende da causa subjacente.

ETIOLOGIA: viral, bacteriana protozoários,drogas,doenças autoimune.a pricipal causa é viral.

PATOGÊNESE: O processo inflamatório causa as lesões, não é

uma consequência.

ALTERAÇÕES MORFOLÓGICAS:Coração normal

ou dilatado; miocárdio ventricular flácido, com áreas pálidas ou

hemorrágicas; trombos murais.Infiltrado inflamatório intersticial,

com necrose focal dos miócitos adjaentes às células inflamatórias;

ALTERAÇÕES FUNCIONAIS:Assintomático e recuperação sem sequelas;

Início súbito de insuficiência cardíaca ou arritmias; morte súbita.Fadiga,

dispnéia, palpitações, dor e febre.

Schwanoma

Conceito: São tumores benignos que se originam das células de schwann, derivadas da crista neural e estão associados com a neurofibromatose tipo 2.

Etiologia: Estão associados com mutações no gene NF2 no cromossomo 22.

Patogênese: Ocorre devido a compressão local de nervo comprometido ou à compressão das estruturas adjacentes( tais como o tronco cerebral ou a medula).

Alterações macroscópicas: São massas encapsuladas bem circunscrita que estão ligadas ao nervo, formam massas acinzentadas firmes,também podem apresentar áreas de alterações císticas e xantomatosas.

Alterações microscópicas: mostram dois padrões de crescimento. Em ambas as áreas, a citologia das celulas individualizadas é similar, com forma celular alongada e núcleos ovais regulares. Depósito na membrana basal envolvendo celulas isoladas e colágeno com espaçamento longo. Pleomorfismos nuclear, alteração xantomatosa e hialinização vascular.

Alterações funcionais: Os pacientes geralmente apresentam zumbido e perda de audição, os nervos sensitivos são especialmente comprometidos.

Degeneração: Presente
Oncose/Apoptose: Ausente
Reparo: Ausente
Pigmentação: Ausente
Distúrbios Hemodinâmicos: Ausente
Alteração do crescimento e diferenciação celular: Fator determinante
Neoplasias: Ausente
Calcificação: Ausente
Inflamação: Ausente

Postado por: André Pinheiro

OSTEONECROSE

Conceito: O infarto do osso e da medula óssea é um evento relativamente comum e pode ocorre na cavidade medular da metáfise ou diáfise e na região sub-condral da epífise.

Etiologia: Todas as formas de necrose óssea resultam de isquemia.

Patogênese: É variada e inclui a fratura do osso, corticosteróides, trombose e embolismo, lesão secundária (vasculite, radioterapia), aumento da pressão intra-óssea com compressão vascular e hipertensão venosa.

Morfologia Macroscópica: Nos infartos medulares a necrose é geográfica. O córtex geralmente não é afetado. Nos infartos sub-condrais a necrose envolve um segmento triangular ou em formato de cunha.

Morfologia Microscópica: Não descrita.

Alterações Funcionais: Os infartos sub-condrais geralmente causam dor crônica. Os medulares são clinicamente silenciosos. Os medulares geralmente permanecem estáveis.


Degeneração: Ausente
Oncose/Apoptose: Principal fator secundário
Reparo: Ausente
Pigmentação: Ausente
Distúrbios Hemodinâmicos: Fator determinante
Alteração do crescimento e diferenciação celular: Ausente
Neoplasias: Ausente
Calcificação: Ausente
Inflamação: Pouco observado

Postado por: André Pinheiro

GOMERULONEFRITE CRÔNICA

Conceito: É mais bem definida como um conjunto de doenças glomerulares em estagio final, gerado por diversos tipos específicos de glomerulonefrites.

Etiologia: Glomerulonefrite pós-estreptocócica, GNRP, GNM, GMNP, glomerolosclerose focal e segmentar, outras.

Patogênese: Na maioria das vezes se desenvolve insidiosamente e progride lentamente para insuficiência renal, ou morte por uremia. Em todos a doença é invariavelmente progressiva.

Morfologia Macroscópica: Os rins são simetricamente contraídos e apresentam superfícies corticais difusamente granulares, o córtex é afinado, há aumento da gordura peripélvica.

Morfologia microscópica: esclerose arterial e arteriolar, atrofia acentuada dos túbulos associados , fibrose arterial irregular, infiltração leucocitária mononuclear do interstício. Também espessamento da intima arterial, calcificação focal, deposição extensa de cristais de oxalato de calcio, doença cística adquirida, etc.

Alterações funcionais: Insuficiência renal.

Degeneração: Presente
Oncose/Apoptose: Ausente
Reparo: Ausente
Pigmentação: Ausente
Distúrbios Hemodinâmicos: Presente
Alteração do crescimento e diferenciação celular: Ausente
Neoplasias: Ausente
Calcificação: Presente
Inflamação: Fator determinante

Postado por André Pinheiro

Anemia Megaloblástica

Etiologia é a deficiência de vitaminas essenciais a eritropoesis provocados por diversos fatores, entre álcool, má-absorção (congênita ou induzida por drogas), venênos, deficiencia na alimentação, acidúria Oríctica, e deficiência de folatos.

É devida a inibição da síntese de DNA na produção de células vermelhas do sangue. Pela falta de vitamina B12 e folatos que direcionam a defeitos na síntese de DNA.

Alterações microscópicas, várias células vermelhas imaturas e disfuncionais (megaloblastos), no sangue.

Alterações morfológicas macroscópicas não são facilmente identificadas podendo o sangue apresentar menor viscosidade e clareamento ambos bem leves.



Bruno Feitosa

Miastenia grave

É uma doença autoimune, que tem sua patogenia pela circulação de anticorpos que bloqueiam o receptor da acetilcolina na junção pos-sináptica neuro-muscular. Pode-se ter uma temporária up-regulation do nº desses receptores mas é logo surpassada.

Alterações microscópicas ausentes. Com Micróscopia Eletrônica de feixe de eletrôns(tunelamento) é possível descriminar e verificar a diminuição do nº de receptores.

Alterações macroscópicas ausentes.

Funcionalmente à, fadiga muscular e fraqueza.


Bruno Feitosa